Quem recebeu uma proposta de emprego em Portugal e está se preparando para solicitar o visto D1 precisa redobrar a atenção ao procedimento adotado para o agendamento do pedido.
Uma mudança importante passou a afetar a forma como o processo é iniciado no Brasil. De acordo com a comunicação de 24 de julho de 2026 da Embaixada de Portugal em Brasília, referida no material analisado, o procedimento aplicável a partir de 31 de julho de 2026 estabelece uma participação direta da empresa contratante em Portugal na etapa que antecede o atendimento do trabalhador.
Na prática, isso muda um ponto essencial da jornada: não é o trabalhador que inicia essa solicitação de agendamento.
Entender exatamente quem deve agir, quais informações precisam ser fornecidas e o que acontece depois da validação pode evitar erros capazes de atrasar um projeto profissional e migratório inteiro.
Neste artigo, explicamos o novo fluxo do visto D1 para Portugal, os cuidados que empresas e trabalhadores devem adotar e, principalmente, o que não deve ser presumido sobre o recebimento da confirmação do agendamento.
O que é o visto D1 para Portugal?
O chamado visto D1 é o visto de residência relacionado ao exercício de atividade profissional subordinada em Portugal.
Em termos práticos, é uma das vias utilizadas por estrangeiros que pretendem residir em Portugal para trabalhar mediante uma relação de trabalho subordinado, desde que sejam atendidos os requisitos aplicáveis ao pedido.
É importante não confundir o visto D1 com outras categorias de vistos portugueses. A escolha da modalidade adequada depende da situação concreta do requerente e da finalidade da permanência no país.
E justamente porque um erro de enquadramento ou de procedimento pode gerar atrasos, a análise deve começar antes mesmo da entrega dos documentos.
O que mudou no procedimento do visto D1 em 2026?

A principal mudança destacada na orientação analisada está no início do procedimento de agendamento.
A solicitação deve partir da empresa portuguesa, utilizando seus canais oficiais, ou ser realizada por advogado ou solicitador devidamente mandatado.
Isso significa que, nessa etapa específica, pedidos enviados diretamente pelo trabalhador ou por intermediários que não se enquadrem nas condições previstas não são considerados.
Essa mudança é particularmente relevante porque altera uma percepção bastante comum entre candidatos: a de que, depois de conseguir uma oportunidade profissional em Portugal, bastaria ao próprio trabalhador conduzir sozinho todas as etapas seguintes.
No novo fluxo tratado pela orientação, a empresa contratante assume uma função efetiva no início do procedimento.
A empresa portuguesa precisa iniciar o procedimento.
Segundo as instruções analisadas, a empresa deve encaminhar a solicitação pelo canal indicado pela Embaixada e apresentar as informações exigidas para os trabalhadores envolvidos.
Entre os dados que devem constar da relação enviada em formato Word ou Excel estão:
- nome completo do trabalhador;
- nacionalidade;
- número do passaporte;
- endereço de e-mail pessoal do trabalhador;
- Centro VFS escolhido.
Esse detalhe é fundamental: o e-mail pessoal do trabalhador precisa ser informado.
Mesmo quando uma empresa está tratando da contratação de diversos profissionais, cada candidato precisa estar individualmente identificado.
Por isso, empresas e trabalhadores devem organizar essa etapa com bastante atenção. Uma informação incorreta pode criar dificuldades justamente em uma fase em que a comunicação entre as partes é indispensável.
E para qual e-mail a empresa de Portugal deve enviar a documentação?
Para trabalhadores que apresentarão o pedido no Brasil, o endereço divulgado para o novo procedimento é:
vistostrabalho.brasilia@mne.pt
O pedido deve partir da própria empresa portuguesa, utilizando preferencialmente o seu endereço eletrônico institucional, ou de advogado/solicitador devidamente mandatado para representar a empresa. Não deve ser enviado pelo trabalhador ou por mero intermediário.
O assunto deve seguir a estrutura:
[NOME DA EMPRESA] – Pedido de agendamento de vistos de trabalho
Por exemplo:
PARALELO ESCLARECIDO LDA – Pedido de agendamento de vistos de trabalho
Atenção para não confundir esse endereço com vistostrabalho.cgluanda@mne.pt, que é o endereço utilizado no procedimento de Angola. A VFS confirma expressamente essa regra para Luanda; não é o endereço para trabalhador que apresentará o pedido no Brasil.
Criamos um documento com o passo a passo;
Sobre como a empresa contratante deve proceder e iniciar o processo de solicitação de visto D1. Entre em contato com nosso time de atendimento via WhatsApp e saiba mais!
O trabalhador pode solicitar diretamente o agendamento?
Dentro do procedimento descrito na orientação analisada, não é o trabalhador quem inicia essa etapa.
A iniciativa deve partir da empresa portuguesa ou, conforme o caso, de advogado ou solicitador mandatado.
Esse é um dos pontos que merece maior atenção de quem pesquisa sobre como solicitar o visto D1 para Portugal em 2026, porque procedimentos anteriores, relatos encontrados na internet ou experiências de outros requerentes podem não refletir a orientação atualmente aplicável ao caso.
Em matéria migratória, seguir informações antigas pode custar tempo.
E, quando existe uma contratação esperando do outro lado do Atlântico, tempo pode significar adiamento do início do trabalho, reorganização da mudança e insegurança tanto para o profissional quanto para a empresa.
O que acontece depois que a empresa envia a solicitação?
O envio da solicitação pela empresa não significa que o trabalhador já esteja automaticamente agendado.
Existe uma sequência.
A documentação relacionada à empresa e à contratação é analisada e, após sua validação integral, a Embaixada providência o agendamento em um dos centros da VFS Global.
O trabalhador deverá então comparecer ao centro indicado na data marcada para apresentar seu pedido.
Um detalhe operacional merece destaque: segundo a orientação analisada, no dia agendado o trabalhador deve apresentar uma cópia impressa do e-mail de confirmação enviado pela Embaixada.
Portanto, receber e localizar essa comunicação é uma parte importante do processo.
Afinal, quem recebe o e-mail de confirmação do agendamento do visto D1?
Aqui existe uma diferença importante entre aquilo que está expressamente estabelecido e aquilo que poderia ser apenas presumido.
A orientação analisada exige que a empresa informe o endereço de e-mail pessoal de cada trabalhador. Também estabelece que o trabalhador deverá comparecer à VFS levando uma cópia impressa do e-mail de confirmação enviado pela Embaixada.
Porém, o texto analisado não permite afirmar de maneira inequívoca que essa confirmação será enviada exclusivamente ao endereço da empresa.
Da mesma forma, não é seguro concluir, somente a partir dessa orientação, que a confirmação será enviada exclusivamente ao endereço pessoal do trabalhador.
Essa distinção parece pequena, mas pode evitar um problema enorme.
Se uma das partes simplesmente presumir que a outra receberá a comunicação e ninguém acompanhar adequadamente os endereços envolvidos, uma mensagem importante pode passar despercebida.
Empresa e trabalhador devem acompanhar os e-mails.
A estratégia mais prudente é manter um acompanhamento coordenado.
A empresa deve monitorar o endereço institucional utilizado na solicitação, enquanto o trabalhador deve acompanhar o e-mail pessoal informado na relação enviada à Embaixada.
Também é recomendável verificar regularmente as pastas de spam, lixo eletrônico e mensagens indesejadas.
O objetivo é simples: reduzir o risco de uma comunicação relacionada ao agendamento não ser percebida a tempo.
Para o trabalhador, existe ainda outro cuidado bastante prático: informar um endereço de e-mail que realmente utilize e ao qual tenha acesso constante.
Não é uma boa hora para cadastrar aquele endereço antigo que quase nunca é consultado.
Qual é o novo fluxo do visto D1?

Para visualizar melhor o procedimento, o fluxo apresentado no material analisado pode ser resumido desta forma:
Empresa em Portugal
↓
inicia a solicitação pelos canais previstos
↓
informa os dados exigidos, incluindo o e-mail pessoal do trabalhador
↓
documentação da empresa/contratação é analisada
↓
documentação é validada
↓
Embaixada providência o agendamento junto à VFS
↓
é emitida a confirmação do agendamento
↓
trabalhador imprime a confirmação
↓
comparece ao Centro VFS indicado com a confirmação e a documentação aplicável ao pedido D1
↓
o pedido é recebido
↓
ocorre a análise consular
↓
a decisão final é comunicada ao requerente.
Perceba que agendamento e decisão sobre o visto são etapas diferentes.
O fato de o trabalhador ter sido agendado para apresentar o processo não significa que seu visto esteja aprovado.
Agendamento na VFS não significa aprovação do visto D1.
Esse é outro ponto que merece destaque.
O agendamento permite que o requerente avance para a etapa de apresentação do pedido, mas não representa uma decisão favorável sobre o visto.
Depois da apresentação, o processo segue para análise e instrução pelas autoridades competentes.
A decisão final será posteriormente comunicada ao requerente.
Por isso, é perigoso interpretar o recebimento do agendamento como uma espécie de “pré-aprovação” migratória.
Não é.
Cada etapa possui sua finalidade e o pedido continua sujeito à análise correspondente.
Qual é o papel da VFS no processo?
Dentro do fluxo descrito, a VFS é o ponto de atendimento no qual o trabalhador comparece para apresentar o pedido, depois que o agendamento é providenciado.
A decisão sobre a concessão do visto, contudo, não deve ser confundida com esse atendimento.
Essa diferença ajuda a entender por que o processo possui diversas etapas e por que atender corretamente às exigências documentais continua sendo fundamental mesmo depois da obtenção de uma data para comparecimento.
A empresa pode simplesmente encaminhar sua confirmação ao trabalhador?
Não é prudente criar essa regra como procedimento padrão.
O material analisado não oferece base suficiente para afirmar que a confirmação será necessariamente enviada apenas à empresa e que caberá a ela simplesmente repassá-la ao candidato.
O caminho mais seguro é outro: cadastrar corretamente o e-mail pessoal do trabalhador e manter empresa e candidato acompanhando as comunicações relacionadas ao processo.
Em outras palavras, não transforme uma suposição operacional em regra.
Em processos migratórios, detalhes aparentemente pequenos podem produzir consequências grandes.
Quais cuidados o trabalhador deve tomar?
Conseguir uma proposta profissional em Portugal costuma ser um momento de entusiasmo. Depois de meses procurando uma oportunidade, receber um “sim” de uma empresa portuguesa pode fazer a mudança parecer finalmente próxima.
É justamente nessa fase que a ansiedade pode levar a erros.
Antes de organizar passagem, mudança definitiva, desligamento profissional ou outros compromissos irreversíveis, o candidato precisa compreender em que etapa efetivamente se encontra.
Também deve manter seus dados atualizados, acompanhar as comunicações, preparar corretamente a documentação aplicável ao visto e respeitar as orientações vigentes.
E existe um cuidado especialmente importante: não utilizar relatos antigos encontrados na internet como substitutos das orientações oficiais atuais.
Procedimentos migratórios podem mudar.
Um vídeo, publicação ou fórum produzido meses antes pode descrever corretamente a experiência daquele candidato e, ainda assim, já não representar o procedimento que será aplicado ao seu processo.
E quais cuidados a empresa portuguesa deve adotar?
Para a empresa contratante, o novo procedimento também exige organização.
Contratar um profissional no Brasil e esperar que ele descubra sozinho como conduzir todas as etapas pode criar atrasos desnecessários.
A empresa deve compreender sua participação no início do procedimento, organizar corretamente as informações dos candidatos e manter os canais utilizados para comunicação sob acompanhamento.
Quando existem vários trabalhadores envolvidos, esse cuidado se torna ainda mais importante.
Uma gestão documental inadequada pode transformar uma contratação internacional planejada em uma sucessão de retrabalhos.
Por que assessoria especializada pode fazer diferença no visto D1?
O visto não deve ser tratado apenas como uma lista de documentos.
Existe uma sequência de procedimentos, responsabilidades divididas entre empresa e trabalhador, requisitos que precisam ser avaliados e comunicações que não podem ser ignoradas.
É nesse ponto que uma assessoria especializada em vistos para Portugal pode fazer diferença.
A Videli auxilia o requerente na organização e condução do processo de visto, oferecendo orientação especializada para que o cliente compreenda cada etapa e prepare seu pedido de maneira estruturada.
Para quem está diante de uma oportunidade profissional em Portugal, isso significa substituir parte da incerteza por planejamento.
Você já tem uma proposta ou contrato de trabalho em Portugal e precisa solicitar seu visto?
Antes de avançar com base em informações dispersas ou procedimentos antigos, fale com a Videli. Uma análise individual permite identificar o caminho adequado para o seu caso, orientar a preparação documental e reduzir erros evitáveis ao longo do processo.
Solicite uma consultoria especializada em vistos para Portugal e comece seu processo com clareza sobre o que precisa ser feito.
Perguntas frequentes sobre o novo procedimento do visto D1.
Quem inicia o procedimento de agendamento do visto D1?
Segundo a orientação analisada, essa solicitação deve partir da empresa portuguesa por seus canais oficiais ou de advogado/solicitador mandatado. O trabalhador não inicia diretamente essa etapa do procedimento.
A empresa precisa informar o e-mail do trabalhador?
Sim. O endereço de e-mail pessoal do trabalhador está entre as informações que devem constar da relação apresentada pela empresa.
A confirmação do agendamento chega no e-mail da empresa ou do trabalhador?
O texto analisado não especifica de forma inequívoca que a confirmação será enviada exclusivamente para um ou para outro. Por cautela, empresa e trabalhador devem acompanhar os respectivos endereços utilizados/informados no procedimento.
Preciso imprimir o e-mail de confirmação?
Segundo a orientação analisada, o trabalhador deve comparecer ao atendimento levando uma cópia impressa do e-mail de confirmação enviado pela Embaixada.
O agendamento significa que o visto D1 foi aprovado?
Não. O agendamento e a decisão sobre o visto são etapas diferentes. O pedido ainda será submetido à análise competente depois de sua apresentação.
A VFS decide se o visto será concedido?
Não se deve confundir o atendimento realizado pela VFS com a decisão consular sobre a concessão do visto. A decisão pertence à autoridade competente.
Conclusão.
O novo procedimento relacionado ao visto D1 para Portugal reforça algo que empresas e trabalhadores precisam compreender: a contratação é apenas uma parte do caminho.
No procedimento descrito, a empresa portuguesa assume papel fundamental no início da etapa de agendamento, o e-mail pessoal do trabalhador deve ser informado e, depois da validação da documentação, é providenciado o atendimento na VFS.
Ao mesmo tempo, existe um detalhe que não deve ser preenchido com suposições: a orientação analisada não estabelece de forma inequívoca que o e-mail de confirmação será recebido exclusivamente pela empresa ou exclusivamente pelo trabalhador.
Por isso, organização e comunicação entre as partes são essenciais.
Uma oportunidade profissional em Portugal pode representar uma mudança de vida. E justamente por ser importante, o processo merece ser conduzido com informação atualizada, documentação adequada e atenção a cada etapa.
Se você está se preparando para solicitar um visto de trabalho para Portugal, converse com a Videli antes de protocolar seu pedido. Nossa equipe pode orientar seu processo de forma individualizada, ajudando você a entender os requisitos e a organizar os próximos passos com mais segurança.
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Blog: Como dar entrada no seu visto de Estudo para Portugal.
Fontes:
AIMA — Autorização de residência para atividade profissional subordinada
A AIMA possui uma página oficial específica sobre a Autorização de Residência para Exercício de Atividade Profissional Subordinada, com Visto de Residência. Ela apresenta documentos necessários, enquadramento legal e informações sobre a etapa posterior em Portugal.
Governo de Portugal — Visto de residência para trabalho dependente.
A página oficial do gov.pt foi atualizada em 16 de abril de 2026 e trata especificamente do visto de residência para exercício de atividade profissional subordinada — justamente a base do que é usualmente chamado de D1.
VFS Global — Portal oficial de Portugal no Brasil
A própria VFS informa que é parceira oficial da Embaixada de Portugal no Brasil. O portal reúne solicitação de visto, agendamento e localização dos Centros de Solicitação de Vistos.
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